Look at the stars,
Look how they shine for you,
And everything you do,
Yeah, they were all yellow

I came along,
I wrote a song for you,
And all the things you do,
And it was called Yellow

So then I took my turn,
Oh what a thing to have done,
And it was all Yellow

Your skin
Oh yeah, your skin and bones,
Turn into something beautiful,
Do you know?
You know I love you so,
You know I love you so

I swam across,
I jumped across for you,
Oh what a thing to do
‘Cos you were all yellow,

I drew a line,
I drew a line for you,
Oh what a thing to do,
And it was all yellow

Your skin,
Oh yeah your skin and bones,
Turn into something beautiful,
Do you know?
For you I’d bleed myself dry,
For you I’d bleed myself dry

It’s true, look how they shine for you,
Look how they shine for you,

Look how they shine for…
Look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine…

Look at the stars,
Look how they shine for you,
And all the things that you do

 

Coldplay

você sai, viaja, brinca, ouve, fala, ri dos outros, ri das coisas, mas nunca é uma risada prazerosa, nunca é uma risada por inteiro, uma gargalhada; pois nada muda o seu pensamento e sentimento, nada te desvia a atenção daquilo, por um segundo que seja, você tenta esquecer, tenta não pensar, mas é inevitável, tentar não pensar já é pensar;

Come up to meet you, tell you I’m sorry
You don’t know how lovely you are
I had to find you, Tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, And ask me your questions
Oh let’s go back to the start

Running in circles, Coming in tails
Heads on a science apart

Nobody said it was easy
It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard

Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Don’t speak as loud as my heart
And tell me you love me, Come back and haunt me
Oh when I rush to the start

Running in circles, Chasing tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I’m going back to the start

 

 

ColdPlay

Composição: Chris Martin / Guy Berryman / Jon Buckland / Will Champion

Andava confusa. Com isso passei a confrontar meus próprios leões, frente a frente, e era capaz de olhá-los nos olhos. Há algum tempo eu não me sentia assim, mas é do tipo de coisa que nunca se esquece.

Medo.

 

Ainda há um pouco da minha insegurança, minha fraqueza, em você. Ainda há um pouco dos meus medos, minhas incertezas. Ainda há um pouco da minha voz e das canções que eu  não cansava de ouvir. Ainda há um pouco de vida naquilo que eu toquei.

Quando se está entre dúvidas e cansaço, quando o que te completa já está longe demais dos teus passos, quando ignorar fatos não comove, eu te busco no fundo do meu pulso cansado.

Ainda há um pouco de mim em você. Ainda há muito de você em mim.

Ana Yasha – modificado

“Veja você, onde é que o barco foi desaguar. A gente só queria um amor. Deus parece às vezes se esquecer. Ai, não fala isso, por favor! Esse é só o começo do fim da nossa vida. Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida que a gente vai passar…”

Eu preciso te dizer que as minhas intenções a seu respeito são as melhores, que eu nunca te magoaria e que eu preciso que você acredite em mim. Eu preciso te dizer que não esperava que você fosse me invadir o peito sem pedir permissão, sem ao menos fazer um contato, sem deixar que eu visse ou tentasse impedir a tua passagem: você entrou e se sentou em um lugar onde quem se senta não se levanta.

Você precisa saber que algumas coisas, ainda que não pareça, ainda estão em fase final de cicatrização, apesar de já não verter sangue algum, – só algumas lembranças que me deixaram uns reflexos mal feitos, e que às vezes me fazem dar ou deixar de dar passos-. Eu sei que não pode ser assim, eu sei – questão de tempo. Eu preciso te dizer que não adiantou temer e me conter. E preciso te perguntar: como foi que você me roubou pra você?

Eu quero que você saiba que sinto tanta, mas tanta vontade de te levar de alguma forma até o meu amanhã, o meu próximo ano, e o outro, e o outro, e mais quantos estiverem dispostos a vir. E quero que você saiba que os teus olhos me faziam almejar isso cada vez mais, com mais intensidade, a cada vez que você os fixava nos meus, e sorria. E eu já não quero desviar os meus olhos por medo de cair de vez nas tuas mãos, porque eu já não tenho armas pra lutar contra você. Eu quero te dizer também que quando você deitava no meu braço esquerdo, perto do meu peito, pra descansar tua alma, eu me sentia completa; e que depois disso tudo eu não seria infeliz se o fim desse preenchimento precisasse ser uma conversa de botas batidas.


“…Veja você, onde é que tudo foi desabar. A gente corre pra se esconder e se amar, se amar até o fim, sem saber que o fim já vai chegar. Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga, já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas não ter o seu lugar…”

 

Eu quero te dizer que já fazia tempo que o meu encanto não funcionava e que os meus olhos não brilhavam tanto, e que foi só você chegar pra que tudo voltasse a crescer e eu recuperasse esse fôlego de jovem que toma água da fonte. Mas tenho que te confessar também que eu morro de medo de te dizer essas coisas tanto quanto morro de vontade de te dizer tudo isso e mais, agora mesmo.

Eu quero te levar adiante, e quero te dar todo o valor que te cabe. Quero te sentar nos lugares que você merece sentar-se e te dar a atenção e o respeito que você merece. Quero aprender a interpretar todos esses teus labirintos, teus cinzas e todas as coisas que você me diz e que me deixam forte, forte, forte – e fraca de tanto querer. Quero que você perceba que abri espaço agora, e que você pode se acomodar e ficar até o dia que eu não vou me atrever a dizer qual é.
Todos já estão dormindo. Só em mim que a saudade não dorme.

“…Abre a janela agora, deixa que o sol te veja, é só lembrar que o amor é tão maior que estamos sós no céu. Abre as cortinas pra mim que eu não me escondo de ninguém, o amor já desvendou nosso lugar e agora está de bem.”

“Los Hermanos – Conversa de botas batidas”, Ana Yasha

Acredito que foi a sua capacidade de me deixar feliz em questão de segundos, ou o caminhar despreocupado, o piscar de olhos um tanto lento, o sotaque, a voz firme e arrastada como de quem a qualquer momento vai soltar um riso ainda que a situação seja das mais desapropriadas.

Acredito que foram os olhos cinza e doces que, de tão profundos, me faziam por vezes tremer e temer. Foi o jeito como agarravas as minhas mãos sem se importar com nada mais em volta no mundo inteiro. Deve ter sido a maneira em que te apoiavas no meu braço esquerdo pra dormir o que me faz querer-te tanto, mas tanto, a ponto de doer a cada vez que eu falo contigo e tenho que te deixar do outro lado da linha, da ponte.

Talvez tenha sido a tua maneira de me ensinar tuas palavras e aprender as minhas, teu jeito de sorrir. A maneira de me fazer confrontar a mim mesma pra eu perceber verdades importantes. Esse teu sorriso rouco que não me deixa te esquecer, e o teu interesse por um par de coisas minhas que eu mesma julgava desinteressantes.

Deve ter sido o teu jeito de me olhar com sua íris brilhante pela manhã, quando a beleza produzida se esvai por completo e só fica a humanidade, ali exposta. Foram coisas assim, e outras coisas que segues sendo, o que me faz largar tudo e ir ao teu encontro.

Eu atravesso o mundo por um fio quando a saudade aperta. São coisas assim que te tem feito tão amável a ponto de me aquecer o peito só de pensar em não encontrar mais o teu abraço no meio da semana, quando a minha esperança estiver verde lodo. De não encontrar a tua força e o jeito de como enfrentas a vida de forma crua. De não encontrar a tua esperança naquilo que é evidente, e o jeito como me olhas – e me paralisa a alma – quando ninguém vê. Porque eu amo a verdade que vive em teu olhar, amo a tua perseverança e esse tanto de coisas até então impossíveis que eu encontrei quando te conheci.

E te digo que não espero nada além de um amanhã tranqüilo e que eu sinta calmaria toda vez que pensar em ti. Quanto a ti, que sintas calmaria quando pensares em mim. E sim, quero ser quem você recorda quando tem a certeza de que não está só.

O que fica é esse gosto doce, e umas gotas de ácido por medo de que tanta notícia me faça sucumbir por trás de uma cortina de fumaça negra, mas não.

Ficam as lembranças dos dias em que sumíamos do mundo inteiro e o mundo então era só você e eu, e essa expectativa no meu peito de que as semanas vão passar bem depressa e que poderemos estar de mãos dadas outra vez, chutando o mundo, rindo da vida e distraindo o tempo.

Fica a esperança verde árvore, como a tua cor predileta. Fica tua preferência pelo refrigerante de laranja e a minha pelo “te-olhar-enquanto-matas-a-tua-sede”.

Fica a noite linda na praia e teu rosto gravado na minha memória de todas as vezes que eu te olhava pasma e você não entendia o porquê. Ficam os filmes que vimos e os tantos que fizemos planos para ver e que ainda não conseguimos.

Ficam as músicas que te vi dançar à tua maneira, e a minha timidez quando me pedias para te acompanhar. Fica tua fascinação por livros, letras e melodia. Fica aqui comigo o teu cheiro e a espera para o dia em que voltares. Fica Leoni cantando “Canção Pra Quando Você Voltar”, enquanto esse tempo não chega. Fica tudo o que eu não sentia e que tu com teus encantos despertastes, depositando cor, depositando vida.

 

E eu não vou te buscar aonde eu sei que não vais estar, mas quando chegar o tempo de te ver de novo que esteja em ti a absoluta certeza de que eu estarei realmente feliz por isso.

 

 

Te desejo sorte, muita sorte.

Me desejo sorte, muita sorte, semelhante a que te desejo a ti.

Que a tenhamos, então.

 


Ana Yasha

there’s a butterfly that’s in my heart
it lives in me when we’re apart
but preferably you stay with me
because I love you love me
I just want you to be the butterfly in me

Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora

Só pra conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer “alô”
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone

Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou

Para Luzia Peltier, que soube dela

“No fundo do peito, esse fruto apodrecendo a cada dentada.”
(Macalé & Duda Machado: Hotel de Estrelas)

Chamava-se Harriett, mas não era loura. As pessoas esperavam dela coisas como longas tranças, olhos azuis e voz mansa. Espantavam-se com os ombros largos, a cabeleira meio áspera, o rosto marcado e duro, os olhos escurecidos. Harriett ficava sozinha o tempo todo. Mesmo assim, as pessoas gostavam dela.

Quase todo mundo foi na estação quando eles foram embora para a capital. Ela estava debruçada na janela, com os cabelos ásperos em torno das maçãs salientes. Eu fiquei olhando para Harriett sem conseguir imaginá-la no meio dos edifícios e dos automóveis. Acho que senti pena – e acho que ela sentiu que eu sentia pena dela, porque de repente fez uma coisa completamente inesperada. Harriett desceu do trem e me deu um beijo no rosto. Um beijo duro e seco. Qualquer coisa como uma vergonha de gostar.

Essa foi a primeira vez que eu vi os pés dela. Estavam descalços e um pouco sujos. Os pés dela eram os pés que a gente esperava de uma Harriett. Pequenos e brancos, de unhas azuladas como de crianças. Eu queria muito ficar olhando para seus pés porque achei que só tinha descoberto Harriett na hora dela ir embora. Mas o trem se foi. E ela não olhou pela janela.

Um tempo depois a gente viu uma fotografia dela numa revista, com um vestido de baile. Harriett era manequim na capital. Todo mundo falou e comprou a revista. Quase todos os dias a gente via a foto dela nos jornais. Harriett era famosa. A cidade adorava ela, mas ela nunca escreveu uma carta para ninguém.

Muito tempo depois, eu a vi outra vez. Eu estava trabalhando num jornal e tinha que fazer uma entrevista com ela. Harriett estava sozinha e não ficou feliz em me ver. Continuava grande e consumida e tinha nos olhos uma sombra cheia de dor. Fumava.Falei da cidade, das pessoas, das ruas – mas ela pareceu não lembra. Contou-me de seus filmes, seus desfiles, suas viagens – contou tudo com uma voz lenta e rouca. Depois, sem que eu entendesse por que, mostrou-me uma coisa que ela tinha escrito. Uma coisa triste parecida com uma carta. Tinha um pedaço que nunca mais consegui esquecer, e que falava assim:

sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor
pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava
no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus
como você me doía vezenquando eu vou ficar esperando
você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma
praça então os meus braços não vão ser suficientes para
abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta coisa
que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você
sem dizer nada só olhando olhando e pensando meu deus
ah meu deus como você me dói vezenquando

Quando terminei de ler, tinha vontade de chorar e fiquei uma porção de tempo olhando para os pés dela. E pensei que ela parecia ter escrito aquilo com seus pés de criança, e não com as mãos ossudas. Eu disse para Harriett que era lindo, mas ela me olhou com aquela cara dura que a gente não esperava de uma Harriett e disse que não adiantava nada ser lindo. Tive vontade de fazer alguma coisa por ela. Mas eu só tinha uma vaga numa pensão ordinária e um número de telefone sempre estragado. Eu não podia fazer nada. E se pudese, ela também não deixaria. Fui embora com a impressão de que ela queria dizer alguma coisa.

Três dias depois a gente soube que ela tinha tomado um monte de comprimidos para dormir, cortou os pulsos e enfiou a cabeça no forno do fogão a gás. Foi muita gente no enterro e ficaram inventando histórias sujas e tristes. Mas ninguém soube. Ninguém soube nunca dos pés de Harriett. Só eu. Um desses invernos eu vou encontrar com ela no meio duma praça cinzenta e vou ficar uma porção de tempo sem dizer nada só olhando e pensando: que pena – que pena, Harriett, você não ter sido loura. Vezenquando, pelo menos.


Caio Fernando Abreu – em O ovo apunhalado;

Um dia você aprende que…

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam…E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

não é de Shakespeare, como a maioria pensa;  é um poema da autora norte americana Verônica A. Shoffstall e Judith B. Evans;

ps: não demore tanto quanto eu pra aprender boa parte disso tudo;

Conte comigo, mesmo sem contar a mim tanta coisa que lhe pesa no coração, que lhe amargura e resseca o fundo d’alma.
Conte, nas horas mais abandonadas da vida, quando o olhar, vagando em derredor, só divisar deserto.
Conte comigo, mesmo sem vontade de contar com ninguém ou certo de que não vale a pena contar com mais ninguém, nesta vida.
Conte comigo, devagarinho, deixando que a boa vontade vá dizendo, sem nada forçar, à medida em que acreditar.
Conte, durante as agonias, que, de um tempo para cá, não deixam em paz seu cansado coração, pois o bom da vida consiste em encontrar um amigo.
Conte, nas horas inesperadas, quando as tempestades despregam repentinas e tombam por cima da sua cabeça triste.
Conte comigo, para re-aprender a cantar, durante a vida, e a viver de serenas e pequeninas felicidades.
Conte comigo, para eu ajudá-lo a ter rosto bom e quieto, ao menos na presença dos filhinhos menores, que vivem dos rostos abertos.
Conte, para auxiliá-lo no amargo carregamento da cruz.
Conte comigo, para ficar sabendo, de experiência, que há na vida muita coisa linda, coisa escondida, prêmio de quem se venceu na dor.
Conte, para triunfar, no ritmo vagaroso do dever, na cadência da paz diária, aprendendo a teimar com as teimas da vida madrasta.
Conte, que são largos os caminhos da vida, esperando os passos duplos de dois amigos que vão, na direção da conversa.
Conte comigo, para saber olhar ao alto, buscando a face de um Pai.
Conte, mesmo para não se entregar aos desânimos e desencantos, de quem anda cheia da vida, do começo ao fim.
Conte comigo, que venceremos juntos, anjo da guarda com seu pupilo.
Conte, que a vida tem ser bela, criando nós as belezas, de dentro para fora, obrigação do coração, missão da Fé.
Conte comigo, conte sempre, teimando com você mesmo, que não quer saber de mais nada, ofendido que foi, descrente que anda.
Conte quando, olhando para a frente, não sente vontade de andar; olhando para trás, tem medo do caminho que andou.
Conte comigo, para que tenha valor e beleza cada passo seu, cada dia da vida, cada hora dentro de cada dia.
Conte, conte mesmo, sabendo que Deus me deu a missão de fazer companhia aos desacompanhados corações dos homens.

Allan Kardec

Eu sei que atrás desse universo de aparências,
Das diferenças todas, a esperança é preservada; a minha esperança é preservada.
Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido. as coisas estão em constante mudança, principalmente as pessoas;
Mas existe uma palavra que não suporto ouvir, e dela não me conformo.
Eu acredito em tudo, eu acredito em nada.
desulpe-me pelas minhas faltas, pelo meu corpo marcado, por ter marcado o teu, pelas tuas cicatrizes, as que eu criei em consequência das minhas,
pelas minhas loucuras todas, minha vida;
desculpe-me pelas minhas mãos, essas que por causa das tuas eu não sei o que fazer com elas;
desculpe-me meu jogo triste, as minhas roupas sujas,
desculpe-me por tirar tua alegria mesmo fora de sí, pela minha essência;
desculpe-me até mesmo pelo que eu poderia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse me banhado nas águas do equívoco.
desculpe-me pelas horas infernais e na vida sem tempo, quando agora fico sozinho, planejo mais um fim de semana… em vão.
desculpe-me pelas frustrações;
desculpe-me pelas tuas ilusões perdidas e teus sonhos,
pelo meu sistema de vida e morte,  pelas minhas entradas saídas e bandeiras…
E te amo desde os teus pés até o que te escapa, te amo pelo que se repete e nunca é igual, te amo de alma para alma e, mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defendo quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis.
Quando o próprio amor vacila;

Original de Maria Betânia editada por Autor Desconhecido

Perdoa-me pelo que julguei.
Pelo que vi sem sentir.
Pelas mentiras que acreditei, [minhas mentiras]
e pelas que contei.
Perdoa-me
pelo amor que tive
e não demonstrei.
Pelo dor que te causei

e pela que me permiti sentir.
Perdoa-me
por não ter te visto como
realmente és

e por não ter permitido
a voce me ver.

Valquiria Lemos

Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir – nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.

Clarice Lispector

‘O que é que você sente? Você sente porque sente ou você sente porque quer sentir? Existem sentimentos idealizados, coisas que os poetas e escritores colocaram em nossa cabeça, coisas das quais sentimos falta, e necessidade de sentir, mesmo sem nunca ter tido nada semelhante. Tais sentimentos existem, ou seriam apenas criação de cérebros desocupados? Segunda opção, pra mim, ao menos foi o que aconteceu no meu caso. Vivemos numa eterna busca por sentimentos idealizados, como se procurássemos por tesouros inexistentes, como que cavando buracos em cômoros. E nós estamos sempre querendo sentir. Queremos com tanta veemência, que não sabemos se estamos sentindo de verdade ou se estamos forçando a barra, fazendo tudo que é possível para acreditarmos que estamos realizados, felizes e… sentindo as coisas. Às vezes me pego sentindo nada, ou quase nada, mesmo quando tudo que quero é sentir algo. Tanto quero sentir que praticamente acredito na minha própria mentira. Acredito tão piamente que sinto que acabo sentindo, quando na verdade nada sinto.’ [desconheço o autor(a)]

viver de fantasias, de ilusões, de iludir as pessoas, só faz quebrar a cara, eu quebrei a cara de muita gente, o coração de muita gente, cansei de viver uma mentira, de ser uma mentira, tentar resgatar o passado é muito difícil, desenterrar coisas que você escondeu por tanto tempo, reencontrar pessoas que você magoou e elas nem pensavam mais em te rever, por tudo pra fora, é tudo muito difícil, mas se é pra recomeçar, que seja direito, que seja do zero.

eu te amo desde o primeiro raio de sol dos dias ensolarados;
eu te amo desde a primeira gota de chuva dos dias nublados;
eu te amo desde o primeiro broto de primavera;
eu te amo desde a primeira folha de outono;
amo o jeito que o teu cabelo balança com o sopro do vento;
amo o jeito que teus olhos refletem os mais belos raios de sol;
amo o teu mau humor, apesar de ficar apavorada com isso;
amo o teu sorriso natural, sem medir nem forçar;
amo tua timidez abafada, como quando ficas vermelha;
amo teu cheiro doce, teu cheiro de bem querer;

amo muitas coisas em você, simplesmente porque são só suas;
é só você, só de você, você;
passaria horas falando das tuas qualidades e das coisas que eu gosto em ti,
falaria até dos defeitos que gosto;
você é a chata mais adorável e a única que eu quero e exijo em meus dias;
és boboca, lesa, meiga, carinhosa, criança assustada;
entretanto, é você, é sobre você;
te amo de diversas maneiras, por diversos motivos, obrigada por me dar
milhares deles;
obrigada por seres parte da minha vida;

por último, eu queria dizer que não me vejo mais longe de você;
não sem o jeito engraçado com que você meche o nariz enquanto sorri, sem a sua mão gelada, sem o seu cabelo com cheiro de páscoa; não sem o seu vocabulário estranho, suas gírias inusitadas, sem as frases interrompidas quando você procura a palavra certa (e termina dizendo a errada); não sem suas brincadeiras bobas, suas caretas tolas, sem sua inocência revelada; não sem suas atitudes dramáticas, suas carências fartas, seus carinhos desengonçados; não me imagino agora, e nem por um segundo adiante, sem poder passar horas admirando cada detalhe que fez com que eu gostasse de você;  te amo

 

Ariadne Barbosa

o teu sorriso vem com o som do cantarolar dos pássaros, teus olhos com o som da caichoeira, o teu toque com a força de um furacão, o teu beijo com a intensidade de mil sóis, e isso não chega nem a resumir tudo o que você me faz sentir, é simples e lindo, assim como você; [29/03/09]

 

Ariadne Barbosa

vou virar pescador, morar num lugar onde eu levanto junto com o sol ou a lua, ter aquela casinha bem simples, toda de madeira, levantar e ja por o pé na areia, deixar a onda os molhar, nada de embarcações grandes, quero mesmo uma simples canoa, onde caiba a mim e alguns peixes, chegar naquela casa sem TV e me jogar numa rede, ouvir o som do vento nos coqueiros, aquele barulho de mar misturado ao cheiro do sal da praia, deixar de me sentir um barquinho no meio do oceano, por vezes parado, por vezes na marola, mas nunca seguindo pra lugar algum, sem ondas, sem nada;

 

Ariadne Barbosa

a vida é uma eterna pegadinha, daquelas bem de mau gosto sabe? que faz de tudo pra arrancar gargalhadas do seu sofrimento;

não consegue satisfazer-se em ver-te sorrir, você cai,  por fim, com muito esforço consegue levantar-se e lá vem ela novamente, sorrateira, pra te dar uma rasteira nada sutil, quando você vê, está em queda livre, caindo sem parar, sem saber o que fazer, você perde os sentidos, os movimentos, perde tudo, até a esperança, a esperança no mundo, a esperança em si mesmo, e chora-se por tudo que já se foi, por tudo que se perdeu;

chora-se sempre,  queria chorar menos;

dizem-me todos os dias que eu choro por tudo e por nada; se fosse chorar por metade das coisas que eu choraria normalmente e me seguro ao máximo, já teria desidratado;

estou cansada disso, estou cansada daquilo, estou cansada de tudo, penso em desistir, penso;

 

 

 

Ariadne Barbosa